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sexta-feira, 10 de março de 2017

Doutor Marcelo, O Diário do Inferno

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Trata-se de uma história incrível, que dificilmente aparecerá de novo na vida de um jornalista para contar. A saga do médico Marcelo dos Santos, de 27 anos, que trabalhou durante sete meses na Cracolândia, em São Paulo, e morreu subitamente.
Um menino pobre, que estudou em escola pública e que, com a ajuda da tia, decidiu fazer medicina na faculdade mais concorrida do país, a USP. Admirado pelos colegas, que o consideram genial e empurrado pela jovem esposa, Marcelo conseguiu terminar o curso.
Estava entediado, porque trabalhava em um hospital público na periferia e passava boa parte do tempo fazendo atestados médicos para as pessoas justificarem suas faltas no trabalho até que, um dia, recebeu um convite inusitado: trabalhar numa zona de guerra.
O jovem médico mergulhou de cabeça naquela realidade cruel e desumana. Em várias situações arriscou a vida, mas aos poucos conquistou a confiança de usuários e traficantes. Passou a ser chamado para ver doentes nos buracos, cubículos onde viviam os doentes dentro das ruínas, um cenário desolador.
Doutor Marcelo produziu um diário que retrata a vida dos usuários de crack na maior e mais rica cidade da América Latina. O que o jovem médico relatou é assustador. Pessoas sem as mínimas condições de higiene, abandonadas, torturadas, abusadas, coagidas...
Começou a se revoltar com a ausência do Estado e a mão pesada dos homens da Lei. Brigou, denunciou e pediu ajuda, aqui e fora do país. Pouco conseguiu. Precisou recorrer à presidência da República, para ter sua voz ouvida pelas autoridades. Mas não deu mais tempo.
O documentário foi produzido pelos jornalistas Marco Aurélio Mello e Gustavo Costa. 

4 comentários:

Marília disse...

Emocionante ......dedicação, coragem, e amor ao próximo...... isso não está em nossos políticos.... chorei.

Wan disse...

Sem dúvidas um dos melhores trabalhos jornasticos dos últimos tempos, uma história de coragem, luta e dedicação em prol de um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade... Excelente documentário.

Wan disse...

Sem dúvidas um dos melhores trabalhos jornalisticos dos últimos tempos, uma história de coragem, luta e dedicação em prol de um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade... Excelente documentário.

Fabiana Carvalho disse...

Eu me vi como o Doutor,pois na cidade em que moro também entrei no submundo para ajudar pessoas que todos vêem como bicho. Mas não sou médica,sou bióloga. E já enfrentei chuva,sol,separei briga de drogados,pego da sargeta,dou comida,levo ao hospital. Faço sozinha,ninguém se mobiliza a ajudar. Nem a política nem a religião. A cidade em que enfrento essa batalha diaria é BACABAL-MARANHÃO. Para mim é impossível ver um ser humano pele e osso,doente numa calçada e eu não ajudar. Vamos fazer uma corrente do bem que esses prisioneiros serão libertos. Sozinha,doente pois todos os meus ossos doem pela artrite e ainda portadora de Neuralghpa do Trigêmio que é uma doença rara,dolorosa que me causa mais de 100 crises de dor de cabeça e. face. Mas não me excuso de ajudar. Quem ta no crack ta pior que eu. Eu tomo morfina para poder trabalhar mas eles n tem nada,nem ninguém.