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segunda-feira, 5 de junho de 2017

JK e as Bandeiras Amarelas

Esses dias estive pensando acerca de um mal que me trucida os nervos há tempos: quem é o responsável ou, neste caso, irresponsável, por aquele conjunto desarmônico, pavoroso e criminoso de bandeiras amarelas em torno do memorial JK?
Passo diariamente em frente ao monumento e tento não olhar. Finjo que não existem, mas minha indiferença não é capaz de promover sua desmaterialização. Permanecem abjetas e feéricas, no mesmo lugar. Pobre Niemayer, pobre Juscelino! O que fizeram para merecer aquilo? E por que a crueldade tinha que vir numa quantidade tão grande? Não bastava uma? Não, são incontáveis. Como incontáveis as maldições que já roguei contra o idealizador desta ofensa. Medonhas! E para completar o cenário do inferno tem também um toldo branco e um conjunto de sete enormes bolas de ferro!  
Confesso que já cheguei a pensar em convocar a sociedade organizada, e esteticamente ultrajada, para destruir aquilo tudo. Se um dia essa parafernália toda sumir eu devo ser investigado pelo benfeito. É grande a chance de ter sido o responsável pelo desagravo à Niemayer e Juscelino. Mas, até lá, vou treinando minha capacidade de abstração e tento enxergar somente o memorial maravilhosamente limpo e branco, como na época de sua inauguração. 
A vida é realmente bela! As bandeirolas, não!

3 comentários:

Lena disse...

Concordo plenamente e se precisar de ajuda para derrubar, conte comigo! Bjs

Anônimo disse...

As bandeirinhas são terríveis, mas as bolotas do Darlan Rosa... São infantis, não primam pelo acabamento, são simplesmente bolotas coloridas que não trazem nada de novo. Sendo o Brasil um dos países mais importantes na produção de arte construtiva. Velhos artistas geométricos, concretistas e neoconcretistas, como Franz Weissmann, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Amilcar de Castro e tantos outros, esses sim estão revirando no túmulo. Newton Guimarães

Guilherme disse...

Vamos atacar as bandeirinhas!!!